quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Distância transacional - Michael Moore

Distância Transacional

Os estudo sobre aprendizado colaborativo têm gerado muitas discussões e teorias para explicar, classificar e, principalmente, nortear trabalhos e/ou projetos de EAD. Moore (1993) define Educação a Distância como um conceito pedagógico e não simplesmente como a separação geográfica entre aprendizes e professores. Ele cunhou a expressão “Distância Transacional” (Transactional Distance) para descrever o universo da relação professor-aluno estabelecida quando alunos e instrutores estão separados pelo tempo e/ou pelo espaço. A Distância Transacional não ocorre somente em programas de EAD; pode ocorrer também em aulas presenciais, dependendo das estratégias adotadas e do relacionamento existente entre alunos e instrutores.

A extensão da Distância Transacional em um programa educacional depende de um conjuntos de variáveis: o diálogo, a estrutura e a autonomia do aprendiz.
O diálogo instrucional é mais do que uma interação. Moore (1993) considera que o diálogo tem um propósito específico, é construtivista e possui um valor tanto para alunos como para professores. O diálogo é direcionado para melhorar o entendimento do aluno através de uma relação ativa em que todos os participantes são ao mesmo tempo ouvintes e colaboradores.
A estrutura expressa a rigidez ou flexibilidade dos objetivos do programa educacional, das estratégias de ensino, dos métodos de avaliação e da possibilidade de atender as necessidades individuais dos alunos.
A autonomia do aprendiz diz respeito à extensão em que a relação aluno-professor é definida, e quanto permite ao aluno determinar os objetivos, e as decisões de avaliação do programa de aprendizado.

A relação entre diálogo, estrutura e autonomia dos aprendizes é assim definida por Moore: “quanto maior a estrutura e menor o diálogo em um programa de EAD, mais autonomia os aprendizes devem exercitar”.

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